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03/12/2019

Financiamento é um dos principais entraves para os negócios no Brasil

(Foto: Jornal Nacional/TV Globo)

Estudo inédito comparou os custos de produção do Brasil com os de 36 países que integram a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento (OCDE). Matérias veiculadas ontem (02) no Jornal Nacional (TV Globo) e no G1 ressaltam que o financiamento é um dos principais entraves para os negócios no país. O crédito é caro e também difícil: são muitas exigências. E quem empresta cobra mais para se proteger do risco de não receber de volta o dinheiro.

Uma das 12 dificuldades identificadas pelo estudo no Brasil, que superaram a média dos países da OCDE, é a dos encargos trabalhistas. As empresas brasileiras chegam a pagar até R$ 320 bilhões a mais do que a média lá fora apenas para contratar e qualificar trabalhadores.

O sistema tributário brasileiro é complexo e a carga é alta para as empresas, gerando informalidade e sonegação. Os empresários gastam, em média, no Brasil, nove vezes mais tempo do que nos demais países apenas para organizar o pagamento de impostos.

A infraestrutura de baixa qualidade também é um problema. Estradas e portos ruins, rede insuficiente de telecomunicações, falta de saneamento. No Brasil, apenas 39% da população tem acesso a serviços de saneamento de qualidade.

O resultado? Um custo extra ao Brasil de R$ 1,5 trilhão, 22% do PIB, o conjunto de todos os bens e serviços que produzimos em um determinado período. Esse valor é pago ao abastecer, comprar um carro, um eletrodoméstico ou financiar um imóvel.

Surpreso com o peso do Custo Brasil, o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, destaca que “essa ineficiência da economia faz com que o emprego seja menor e que as pessoas tenham menos acesso a tudo. Sabíamos que ela existia, porém não sabíamos o tamanho, a dimensão que tomou esse número. E hoje ao olhar para ele, é claro que tem que se tomar medidas urgentes a respeito disso”.

Veja a íntegra da matéria no Jornal Nacional

Veja a íntegra da matéria do G1

 

Custo Brasil

O diagnóstico que conseguiu medir o chamado Custo Brasil é fruto de uma parceria entre o governo federal e o setor privado, com apoio de diversas organizações, entre elas a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), além da Associação Brasileira da Indústria de Tubos e Acessórios de Metal (Abitam), Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq), Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Grupo Farma Brasil, Instituto Aço Brasil e Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC).

Veja mais sobre o assunto: Governo mede custo Brasil e lança programa de competitividade

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