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02/12/2019

Certificação de ‘smart city” marca o despertar para uma nova realidade

‘I Fórum Nacional para Certificação de Cidades Inteligentes’, em Brasília (Foto: Divulgação Codese-DF)

Representantes do governo federal, governo distrital, prefeitos, empresas, entidades nacionais e secretários responsáveis por toda a estratégia política e tecnológica de transformação das cidades brasileiras prestigiaram o despertar de uma nova realidade no dia 28 de novembro, em Brasília-DF, durante o ‘I Fórum Nacional para Certificação de Cidades Inteligentes’.

Na abertura do evento, o presidente do Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico do Distrito Federal (Codese/DF), Paulo Muniz, apresentou os resultados em dois anos de atuação do Codese na capital federal e o desenvolvimento da parceria com o governo distrital. Muniz destacou a importância do envolvimento da sociedade civil no desenvolvimento das cidades.

“O que a gente vem mostrando é que ainda dá tempo de fazer conselhos similares antes das eleições de 2020. Com esses conselhos nas diversas cidades brasileiras, tenho certeza que nós podemos mudar o Brasil, porque será a sociedade pautando os governos e não os governos pautando a sociedade”, disse.

 

Sete secretários representaram o governo do Distrito Federal

O chefe da Casa Civil do GDF, Valdetário Monteiro, afirmou que o grande salto é pensar uma cidade inteligente que leve a agilidade e o atendimento da iniciativa privada ao setor público para que o contribuinte seja beneficiado. “Que seja inteligente a marcação da consulta, o acompanhamento do exame, a cirurgia e o pós-operatório, que a tecnologia nos ajude a servir”, disse representando o governador Ibaneis Rocha.

O secretário de Ciência e Tecnologia do Distrito Federal, Gilvan Máximo, afirmou a prioridade do governo distrital em certificar Brasília e elaborar o plano diretor para cidades inteligentes. “Estamos implementando um ambiente controlado por testes de novas soluções tecnológicas para atestar todas as políticas, como monitoramento urbano, segurança pública com sistema de reconhecimento facial, entre outros”, explicou o secretário.

A secretária de Turismo, Vanessa Mendonça, considerou a certificação extremamente importante para o governo distrital. “A capital federal é um destino turístico e no momento em que o turista consegue acessar a nossa cidade com facilidade, com eficiência e entende que somos uma cidade inteligente, já saímos na frente”, avaliou.

Perspectivas para 2030 e a importância da participação da sociedade no planejamento das cidades

O ex-prefeito de Maringá e consultor de sustentabilidade do projeto ‘O Futuro da Minha Cidade’ da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), em correalização com o Serviço Social da Indústria (Sesi Nacional), Silvio Barros, contextualizou as perspectivas de futuro. Como preparar as cidades e interferir com decisões, políticas públicas e tecnologia para beneficiar quem vive nas cidades.

“O desafio foi apresentar perspectivas do que vai acontecer até 2030 em diversas áreas e como isso impacta a cidade de forma positiva ou negativa e como a gente se prepara para isso e pode organizar, numa parceria com sociedade civil e a prefeitura, mecanismos de aproveitamento das oportunidades e neutralização das ameaças para que a cidade ofereça não só qualidade de vida, mas que seja uma cidade inteligente”, disse.

“Brasília tem a oportunidade de, sendo uma cidade planejada, feita para ser moderna e sendo a capital federal, ser a referência que precisamos para outras cidades acompanharem esse ritmo e entenderem o que é uma cidade inteligente”, destacou.

O tema tratado tem interface com o projeto ‘O Futuro da Minha Cidade’, uma iniciativa desenvolvida desde 2012 pela CBIC — por meio da Comissão de Meio Ambiente (CMA) —, com a correalização do Sesi Nacional. O objetivo é mobilizar a sociedade civil para participar ativamente na gestão das cidades e no desenvolvimento de alternativas para a sustentabilidade urbana.

O planejamento é fundamental para André Gomide, presidente do Instituto Brasileiro de Cidades Inteligentes e Humanas.

“Fazer um evento desses é importantíssimo porque você começa a colocar na cabeça do gestor público a necessidade de ter um planejamento a longo prazo, porque de outra forma você não consegue realizar o projeto de cidade inteligente. Essa discussão vai ajudar o gestor público a avançar nesse caminho”.

 

Brasília Inteligente

Paulo Medeiro, subsecretário de Inovação, destacou o programa ‘Brasília Inteligente’, elaborado em menos de seis meses de governo para criar e certificar uma cidade inteligente. “Nós criamos uma fórmula que pode auxiliar os municípios a também entrarem nessa pegada da certificação.

Isso traz muitos benefícios, há vários fatores que podem ajudar os municípios a melhorar receitas, diminuir despesas e melhorar a qualidade de vida do cidadão”.

Segundo Medeiro, são mais de 100 requisitos, que nivelam conhecimento e premissas para que a cidade seja considerada sustentável, resiliente, humana e inteligente.

 

Brasília em Dados

A Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan) fornece o embasamento de estudos, pesquisas e subsídios para a implantação desse tipo de política. “Desenvolvemos o portal ‘Brasília em Dados’, que será o suporte para a certificação de cidade inteligente. Os dados referentes a ISO 37120, indicadores de políticas públicas, serão disponibilizados neste site”, explicou o presidente Jean Lima.

O I Fórum Nacional contou com a participação de diversos especialistas sobre o tema, com envolvimento de empresas locais na exposição de produtos e serviços na área de stands. A  Caixa Econômica Federal e o Banco de Brasília apresentaram caminhos para viabilizar a realização de projetos para cidades inteligentes.

 

Carta compromisso

O encerramento do evento contou com a apresentação da ‘Carta-compromisso para o desenvolvimento de uma rede brasileira de cidades globais e sustentáveis’, que será seguida pelos organizadores do evento. A assinatura da carta ocorrerá em solenidade marcada pelo governo distrital.

O documento apoia a estruturação de uma rede brasileira de cidades globais e sustentáveis, pautada no aprendizado conjunto e na cooperação técnica, assinado pelo Ministério do  Desenvolvimento Regional (MDR), o Governo do Distrito Federal (GDF), a Superintendência de Desenvolvimento do Centro Oeste (Sudeco), a Frente Nacional de Prefeitos (FNP), a Confederação Nacional de Municípios (CNM), a Associação dos Municípios Adjacentes de Brasília (AMAB) e Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico do Distrito Federal (Codese-DF).

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