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11/11/2021

Painel Técnico de SST sobre a NR 7 esclarece dúvidas sobre o PCMSO. Saiba mais!

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), com a correlização do Sesi-DN e apoio especial do Seconci-Brasil, promoveu, nesta quinta-feira (11), o Painel Técnico de SST sobre a Nova Norma Regulamentadora 07 para responder todas as dúvidas sobre os impactos do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) na indústria da construção.

O evento foi conduzido pelo presidente do Seconci-SP, Haruo Ishikawa. De acordo com ele, essa é mais uma norma regulamentadora que passou pelo processo de revisão, modernização e entrará em vigor no dia 3 de janeiro de 2022.

A primeira apresentação foi realizada pela médica coordenadora do Seconci-Rio, Drª Gilda Maria da Silva Araújo. Segundo ela, o objetivo da NR 7 é estabelecer diretrizes e requisitos para o desenvolvimento do PCMSO, visando proteger e preservar a saúde dos empregados, em relação à exposição aos riscos ocupacionais, conforme avaliação do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).

O campo de aplicação é para organizações, órgãos públicos da administração direta e indireta, órgãos dos poderes Legislativo e Judiciário e ao Ministério Público, com empregados regidos pela CLT. “O PCMSO é parte integrante do conjunto mais amplo de iniciativas de organização no campo da saúde de seus empregados, devendo estar harmonizado com as demais NRs”, disse.

Veja abaixo os destaques da medida:

A segunda apresentação foi feita pelo coordenador de Medicina Ocupacional do Seconci-SP, Dr. Giancarlo Brandão. O especialista abordou os anexos da NR 7 e o que refletem no PCMSO. São eles: monitoramento de exposição ocupacional a agentes químicos; controle médico ocupacional da exposição a níveis de pressão sonora elevados; controle radiológico e espirométrico da exposição a agentes químicos; controle médico ocupacional de exposição a condições hiperbáricas; controle médico ocupacional da exposição a substâncias químicas cancerígenas e a radiações ionizantes.

A advogada e coordenadora do Departamento Jurídico do Sinduscon-GO, Amanda Miotto, também participante do Painel,  ressaltou que a saúde não tem preço, mas tem um custo. Segundo Miotto, os dados do Observatório de Saúde e Segurança do Trabalho no Brasil mostram que o gasto previdenciário desde 2012 ultrapassa R$ 100 bilhões somente com as ações acidentárias, implicando uma perda média de 430 milhões de dias de trabalho por ano.

“Esses dados são apenas para mostrar uma pequena parcela da importância que as empresas têm de alocar recursos visando o desenvolvimento dos modelos de gestão em saúde ocupacional nas companhias”, reiterou.

Assista ao painel na íntegra e saiba todos os detalhes!

A ação tem interface com o projeto “Realização/Participação de/em Eventos Temáticos de RT/SST” da Comissão de Política de Relações Trabalhistas (CPRT) com correalização do Serviço Social da Indústria (Sesi Nacional).

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