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26/10/2018

Comissão da Indústria Imobiliária discute situação do FGTS e projeto de indicadores nacionais

Reunião também contou com apresentação de operações de banco de crédito corporativo

Na última sexta-feira (19), a reunião da Comissão da Indústria Imobiliária da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CII/CBIC) contou com as apresentações da ex-secretária Nacional da Habitação, Henriqueta Arantes, sobre a situação do FGTS; da empresa Brain, sobre tendências de mercado; e do banco ABC, sobre crédito imobiliário. Realizado na sede do Secovi em São Paulo, o encontro foi aberto pelo presidente da CII, Celso Petrucci.

Para Petrucci, os próximos dois ou três anos deverão ser muito difíceis, independentemente do resultado das eleições e alertou para a necessidade de o setor estar preparado para esse novo momento, em que o mercado imobiliário, mesmo que timidamente, vem mostrando melhores resultados, acompanhando a evolução da economia.

Na sequência, Henriqueta lembrou que o FGTS é, por meio da construção civil, a única forma de geração de emprego de forma rápida e por isso a expectativa de mudança é boa. Ela afirmou que os últimos anos foram muito ruins para o Fundo e que o setor não tem conseguido convencer o Congresso dos perigos em relação ao FGTS embora venha fazendo um árduo trabalho na defesa dele.

A arquiteta e urbanista apresentou tabela com entradas e saídas do FGTS de 2012 a 2017, com projeções de 2018 a 2022, chamando atenção para o equilíbrio que houve entre entradas e saídas até 2015, a partir de quando, segundo ela, começou um desequilíbrio.

Henriqueta esclareceu que o primeiro impacto no Fundo foi a liberação das contas inativas e, desde então, as saídas foram ficando maiores que as entradas, e, permanecendo a situação atual, em 2022 não haverá nem a obrigatoriedade mínima legal de reserva do fundo, o que significa a impossibilidade de contratações de financiamento. Ela esclareceu que o tema pode chegar a uma situação de o Fundo não ter condições de pagar os compromissos já assumidos.

A ex-gestora do Ministério das Cidades lembrou que a CBIC estava apresentando proposta ao governo federal, tendo como premissa relativa ao orçamento plurianual 2019 a 2020, rever as disponibilidades para garantir, no mínimo, o fundo de liquidez e a parcela de desembolso, a cada início de exercício, buscando garantir a melhor situação de contratação possível, com garantia de recursos para pagamento.

A Brain apontou que o mercado imobiliário continua numa crescente em lançamentos e vendas, com grande destaque para a região sudeste. A análise levou em consideração uma prévia dos indicadores referentes ao terceiro trimestre de 2018, para locais que já disponibilizaram as informações de julho e agosto. A apresentação integra o projeto da CII para elaboração de indicadores nacionais – para o qual a empresa foi contratada – em correalização com o Senai Nacional.

Com relação a crédito imobiliário, o banco ABC fez uma apresentação de suas operações de real state. Presente no Brasil há 29 anos e com sede brasileira em São Paulo, o ABC tem filiais em 15 locais no Brasil e atuação em todas as indústrias. O banco avalia os projetos não pelo custo, mas pelo que gera de caixa, de lucro, ou seja, quanto mais caixa, maior o financiamento.

Hus Morgan, representante do banco, esclareceu que um dos diferenciais é a agilidade na análise e contratação de financiamentos e que as operações de plano empresário, durante a obra, são similares à dos outros bancos brasileiros, mas no repasse, por ser um banco de atacado, não tem financiamento a pessoa física, entrando somente como interveniente quitante.

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