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12/05/2020

Debate sobre gestão compartilhada gera GT para o segmento industrial

Importante debate sobre como fazer uma “travessia menos traumática” e como romper paradigmas e focar no “pós-crise” foi o destaque da edição do ‘Diálogos CBIC: gestão compartilhada, um caminho?’ do dia 29 de abril, via Zoom, que resultou na proposta de criação de um grupo executivo de trabalho, denominado Comitê de Inteligência Estratégica, para discutir ações efetivas a serem adotadas junto a clientes do segmento industrial para aproveitar as janelas de oportunidade surgidas durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

Organizada pela Comissão de Obras Industriais e Corporativas da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), a conversa contou com a participação do professor associado da Fundação Dom Cabral (FDC), Leonardo Mattos, e de empresários de obras industriais e corporativas.

“A diminuição do Estado é tendência e, cada vez mais, caberá à iniciativa privada atender a demanda pelas obras industriais e corporativas, baseada na busca pelas melhorias da competitividade e da gestão e pela inovação”, frisou o presidente da CBIC, José Carlos Martins.

Para o presidente da Comissão de Infraestrutura (Coinfra) da CBIC, Carlos Eduardo Lima Jorge, após a crise haverá um real compartilhamento de direitos e responsabilidades. “As medidas provisórias e extraordinárias, adotadas para contratantes e contratadas e que forem percebidas como mais eficientes, deverão permanecer mesmo após o período de pandemia. Muito do que se tinha, como padrão no mercado de obras públicas, deverá mudar. Se antes cada um olhava apenas para o que tinha no seu contrato, agora, ambos, olharão mais atentamente para a gestão do contrato”, diz.

O tema do diálogo, abordado pelo professor Leonardo Mattos, foi baseado nos “erres” de “Re.visão”, “Realidade”, “Reação” e “Resiliência” e sobre o questionário e o exercício de futurologia enviados aos participantes. Veja a apresentação.

 

Janela de Oportunidades

O diretor comercial da MIP Engenharia, Celso Pimentel, expôs sua percepção sobre uma maior abertura dos clientes a discussões em busca de soluções conjuntas para os problemas. “Se continuarmos com essa disposição após a pandemia, conseguiremos reduzir os custos de implantação dos projetos, melhorar a produtividade, avançar na questão da valorização da engenharia”.

Para aproveitar essa oportunidade, a COIC/CBIC criará um grupo executivo de trabalho com a cooperação da FDC. “Estamos à disposição, temos hoje no setor de construção como um todo cerca de 135 empresas atendidas pela FDC. Temos muito conhecimento e estamos prontos para contribuir”, pontuou o diretor de Desenvolvimento de Organizações da FDC, Leonardo Scarpelli.

Sobre o relato de insegurança jurídica apresentado pelo diretor técnico da Qualidados Engenharia, Cláudio Freitas, sobre os contratos e a dificuldade de dialogar com os clientes frente às MPs editadas pelo governo federal, o presidente José Carlos Martins frisou que a insegurança jurídica é a maior guerra da CBIC e que a entidade dispõe de um Conselho Jurídico e de um departamento legislativo para tratar sobre leis específicas e demandas que estão prejudicando os associados. “É preciso materializar as demandas”, disse, lembrando que as Comissões Técnicas da entidade existem para estreitar os laços com os associados e atender a essas questões.

 

Valorização da Engenharia

As questões do acesso ao crédito e do capital de giro foram apontadas pelo presidente da Coinfra como problemas transversais das áreas de obras públicas e privadas. “Outro ponto que me preocupa é a insistência do poder público em que ‘contratar bem’ é ‘contratar barato’. Meu receio é que esse movimento se acentue nesse momento complicado em que nos encontramos”, disse Carlos Eduardo.

“Cabe um movimento institucional para quebrar a comoditização da engenharia”, disse o professor Leonardo Mattos.

Martins salientou que entende “o aumento da competitividade, a inovação e a gestão compartilhada como ferramentas de valorização da engenharia”.

O diretor de obras industriais do Sinduscon-BA, Geraldo Menezes, observou que a contratação tem sido feita de forma empírica e até muitas vezes de forma arbitrária e reforçou a necessidade de um trabalho da COIC/CBIC para que as entidades certificadoras passem a exigir dos contratantes condições mínimas de informação e os contratos sejam discutidos desde a etapa da formatação de convite e formação de preços.

“Para se ter um projeto de sucesso é preciso baseá-lo na engenharia, tratando desde a fase de formação de preços e de implantação. Se conseguirmos montar esse grupo, essa fase deverá ser incluída nos debates com os contratantes”, defendeu o presidente da COIC/CBIC, Ilso José de Oliveira, ao ressaltar a importância da fase de formação de preços.

Outro importante tema abordado foi o da carta de fiança bancária no segmento de obras industriais e corporativas, tema que integra o pacote de medidas que a CBIC vem trabalhando tanto com bancos públicos quanto privados, como forma de melhorar o relacionamento do setor com os entes bancários.

A reunião integra o projeto ‘Fortalecimento das Empresas de Obras Industriais e Corporativas’ da COIC/CBIC com o Senai Nacional.

 

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