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13/08/2021

“Caminhos” para identificar e quantificar os impactos da pandemia serão mostrados no Roadshow

A Comissão de Obras Industriais da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (COIC/CBIC) vai promover a 5ª etapa do Roadshow: formação de preços e relações contratuais. O evento virtual acontecerá na próxima terça-feira (17/8), às 16h. Garanta sua vaga!

Durante o evento, será apresentado o documento recém-lançado pela COIC, “Caminhos para viabilizar a continuidade dos contratos impactados pela pandemia”. O documento surgiu frente às demandas dos associados que para manter os projetos em funcionamento, as empresas tiveram que arcar com custos não previstos de várias naturezas, situação por demais agravada pelo desabastecimento de insumos e pelo aumento generalizado e expressivo em seus custos.

O membro do Comitê de Inteligência Estratégica (CIE) da COIC, o Marcelo Figueiredo, que além de integrante do CIE, também revisou o documento e fará a apresentação dele. Ele já atuou tanto em empresas contratantes, como empresas contratadas para a execução de obras industriais.

O presidente da Comissão de Obras Industriais da CBIC (COIC/CBIC), Ilso de Oliveira, afirma que a CBIC defende e estimula a utilização da cultura da gestão compartilhada na implantação de projetos. “Esta cultura estimula as empresas e profissionais envolvidos a alinharem seus vetores de força da direção, do norte, de sucesso do projeto.”

De acordo com ele, o documento foi concebido também com esta visão. “Ou seja, as partes devem envidar o melhor dos seus esforços e conhecimento para viabilizar a continuidade dos projetos. As adequações requeridas para esta continuidade devem ser discutidas em boa fé e com senso de justiça e seus efeitos alocados adequadamente.”

Para Marcelo Figueiredo, o documento conversa com a gestão compartilhada. Ele lembra que todos são impactados pela pandemia, portanto, esse já é o compartilhamento natural. “O compartilhar que soma é exatamente aquele em que todos passam pela situação vendo pela mesma perspectiva. A pandemia tem trazido prejuízos e situações desafiadoras para todos, tanto as pessoas e as empresas que contratam, quanto àquelas que prestam serviços, vêm muitas dificuldades, e, consequentemente, olhando para um conceito elementar do manual da gestão compartilhada e do conceito de gestão compartilhada, que coloca em foco sempre o projeto e não os interesses individuais dentro do projeto.”

Para ele, ao se olhar pelo prisma de um projeto bem sucedido, todos ganham juntos ou todos perdem juntos. “É muito difícil, senão impossível, você ver um projeto em que, uma parte ganha, a outra perde e o projeto ainda assim é bem sucedido, de forma alguma. Por isso mesmo, em tempos de pandemia, quando todos são desafiados por uma situação atípica, a cultura da gestão compartilhada faz todo sentido. Todos fazem parte de uma mesma situação, o objetivo do projeto é essencial que esteja em primeiro plano”, destacou.

Sobre o conteúdo do documento dos caminhos para viabilizar a continuidade dos contratos impactados pela pandemia, Marcelo afirmou que ele pode ser aplicado em obras de infraestrutura e obras imobiliárias.

De acordo com ele, quando se olha para os efeitos adversos encontrados hoje na indústria da construção, eles geram custos adicionais indiretos e diretos. “Por exemplo, nós tivemos como efeito também da pandemia, uma inflação nos insumos da construção. As condições ambientais da economia são desfavoráveis nesse momento para a conclusão de projetos com sucesso em qualquer ramo. Os insumos, como o cimento e o aço, estão aumentando em patamares estratosféricos. Naturalmente, ajustes sobre metodologia de cálculo de custo indireto, ajustes em relação à representatividade de cada um desses tópicos, seja de procedimentos, de processos, de produtividade ou de custo, em cada um, tem maior ou menor representatividade. Mas os conceitos são similares e muito comuns, e são apropriados para serem aplicados em outros projetos e não somente de obras e projetos industriais.”

Marcelo Figueiredo garante, a quem participar do evento, uma visão holística. “É exatamente uma visão que tem uma isenção na medida em que ela consegue enxergar e perceber motivações, dificuldades, problemas e eventuais posturas de todos os lados envolvidos no processo. Ou seja, isso dá isenção e visão holística em relação a quais comportamentos lideram esses lados, essas entidades, em um processo como esse.”

Marcelo ainda afirmou que o documento contribui para a melhoria do ambiente contratual. “Partindo-se do princípio, de que um projeto somente pode ser considerado bem-sucedido, o conceito de sucesso é exatamente esse, se todos perceberem os benefícios da sua execução. Esse é o ponto de partida essencial e que me leva a acreditar de que esse documento ele aborda exatamente essa variável, o sucesso de um projeto está associado ao sucesso dos seus participantes.

O presidente da COIC, Ilso de Oliveira, afirmou que a filosofia de formatação do documento foi de caracterizar o cenário, identificar os efeitos adversos provocados e mostrar formas de quantificar os valores decorrentes de cada situação específica. “Evidentemente que o equacionamento e solução negocial de uma situação fica mais apropriada para os contratos entre dois entes privados, porém as orientações e caracterizações do documento se aplicam a todos os segmentos da engenharia e construção”, disse.

Participe do evento e saiba mais!

Os assuntos que serão tratados na reunião têm interface com o projeto ‘Fortalecimento das Empresas de Obras Industriais e Corporativas’, da COIC/CBIC, com correalização do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai Nacional).

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