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28/06/2019

Artigo: 2º SeBIM MG: Os avanços de tecnologia BIM e os seus desafios nas empresas

Carla de Paula Amaral Macedo é vice-presidente de Recursos Associativos e Comunicação da Abrasip-MG

Não é de hoje que os avanços tecnológicos são palco de discussões dentro das companhias e em diversos eventos no Brasil. Considerado um diferencial para alavancar os negócios, o aperfeiçoamento das técnicas nas organizações assusta os gestores, pois requer mudanças significativas na estrutura de trabalho. No setor de engenharia não é diferente. O mercado da construção, por exemplo, se depara com desafios e dificuldades em todas as suas etapas e as tecnologias surgem como facilitadoras nesse processo.

Ao tratar da evolução da indústria na construção civil não podemos nos esquecer de citar o BIM (Building Information Modelling). A metodologia, já considerada uma realidade no país, aprimora os processos e execução do projeto, melhora a previsão dos orçamentos, minimiza atrasos e outros contratempos que geram custos extras e podem colocar em risco a saúde financeira do empreendimento. No entanto, ainda há muito o que se fazer pois, infelizmente, gargalos como a capacitação dos profissionais e a padronização na linguagem dos softwares são muito comuns em companhias de engenharia e arquitetura.

Preocupadas com a constante evolução do mercado construtivo e o descompasso ainda presentes nas organizações quando o assunto é o BIM, entidades relacionadas ao setor da construção viabilizam encontros no Brasil, como o caso do Seminário de BIM em Minas Gerais, o SeBIM MG, já em sua 2ª edição. O evento realizado no dia 26 de junho, considerado um dos principais da área no país, é promovido pela Associação Brasileira de Engenharia de Sistemas Prediais (Abrasip-MG), em conjunto com a Câmara Brasileira de BIM, o Sebrae e o Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG).

Hoje, o BIM é o nosso grande protagonista, e o seminário vem justamente para estimular e aumentar o conhecimento relacionado ao tema que, se comparado com outros países, ainda se encontra em patamares menos desenvolvidos no Brasil. Durante o encontro realizado, que reuniu os principais agentes do segmento, tivemos a oportunidade de nos aprofundar sobre as dores do setor e apontar caminhos para o desenvolvimento do mercado.

Ao lado de parceiros e palestrantes convidados, apresentamos cases de sucesso e semeamos ideias de que é possível evoluir com o BIM no mercado. Basta ter em mente que é preciso determinação e uma preparação adequada nas empresas. Afinal de contas, nada é conquistado de um dia para o outro, mas, sim, é fruto de muito trabalho e compreensão das tecnologias e suas aplicações.

Mesmo que a passos lentos, o Brasil vivencia uma grande jornada na utilização da ferramenta.  Já existem dados, conforme falado em palestra no 2ª SeBIM MG, que reforçam como a Indústria 4.0 traz benefícios para os negócios: em todos os setores, a tecnologia se impõe de forma irrefutável, por meio de robôs, inteligência artificial, melhorando a eficiência do trabalho entre 10% e 25%, reduzindo o consumo de energia entre 10% e 20% e os de manutenção em um percentual entre 10% e 40%, além de outras vantagens.

Cabe a nós, profissionais e empresários, o papel de reestruturar os nossos negócios e o nosso quadro de colaboradores para melhorar a utilização das novas tecnologias. O BIM não representa simplesmente uma vantagem estratégica, ele o único caminho possível para o desenvolvimento sólido do setor. Quem não se adaptar a ele, não vai sobreviver. Isto vale para as empresas de software e também para as de projeto. Espero que, por meio do SeBIM e de outros seminários, os líderes, estudantes e profissionais como um todo enxerguem o potencial revolucionário desta ferramenta em todas as fases da construção civil.

 

*Artigos divulgados neste espaço, não necessariamente correspondem à opinião da entidade.

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