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06/08/2020

Reformas são essenciais, diz governador de Minas Gerais

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, foi um dos convidados da segunda edição da ‘Quintas da CBIC’ – uma série especial de webinars para tratar sobre assuntos de interesse do setor da construção. Realizada nesta quinta-feira (6) pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Zema destacou a necessidade de incluir uma pauta de reformas no estado.

“Sobre futuro, que é nosso foco, a reforma da previdência é a mais urgente e já está na Câmara estadual. Sem uma previdência equilibrada nunca se terá um estado equilibrado. Só vamos conseguir dar a dignidade que Minas Gerais tanto precisa com a pauta reformista da previdência, administrativa, do estatuto e com as privatizações”, disse o governador.

Zema também explicou como a pandemia está afetando a economia do estado e quais alternativas estão sendo adotadas para driblar o atual cenário. “Nessa época de pandemia temos atuado para ter o mínimo de perdas de pessoa jurídica, da mesma forma que temos feito com vidas. Se as empresas ficarem sem oxigênio podem perecer como qualquer humano. Por isso, disponibilizamos um volume recorde de linhas de crédito para as microempresas”, disse.

O presidente da CBIC, José Carlos Martins, que mediou o evento, afirmou que “existe uma grande oportunidade de crescimento por meio da redução de desigualdades” e questionou Zema sobre qual caminho ele seguirá para a retomada e crescimento econômico.

“Sou otimista e precisamos encontrar uma saída para essa nova crise. Se fizermos uma retrospectiva, atingimos o limite. De 2010 a 2020 tivemos uma das piores performances econômicas. O mundo crescendo e o Brasil dando marcha à ré por questões políticas, que podem contaminar e muito o setor produtivo. Necessidade de ter um estado menos intervencionista. Mas hoje temos a pauta reformista de Guedes, que se avançar na questão tributária indicará que estamos no caminho certo. O que não podemos é ter governos letárgicos e sem planejamento”, frisou Zema.

O secretário de Estado de Infraestrutura e Mobilidade, Fernando Marcato, também participou do debate online, e reforçou que as empresas do setor da construção contribuem fortemente para a geração de empregos no país. “A CBIC tem um papel muito importante para a retomada. Acreditamos no investimento em infraestrutura como sinal de crescimento”, destacou.

Marcato explicou que dada a situação do estado de Minas Gerais, o investimento direto é difícil, mas que já está tomando algumas medidas para reverter o quadro. “Com alguns remanejamentos estamos cuidando da malha rodoviária, visando encontrar receitas onde a princípio não tem. Sem caixa do estado não existe investimento direto, mas não estamos parados, uma das nossas missões é estruturar novos projetos e gerir os existentes. Queremos garantir segurança jurídica nos contratos de PPP e ter boa gestão contratual”, disse.

De acordo com o secretário, a expectativa de R$ 16 bilhões de investimentos pode viabilizar uma boa parte das contratações nos próximos 2 anos. “Nosso programa de concessões rodoviárias tem cinco lotes em parceria com BNDES e um em parceria com o BDMG e o BID. Estamos estruturando tudo com BNDES e ao longo do ano que vem abriremos a consulta pública e em seguida as licitações. A tendência é que isso gere muito emprego e renda para o estado. Também vamos fazer a rentabilização dos ativos por meio de concessões, como a do ginásio Mineirinho, aeroporto da Pampulha, metrô e terminal rodoviário”, ressaltou Marcato.

Para Carlos Eduardo Lima Jorge, presidente da Comissão de Infraestrutura (Coinfra) da CBIC, é possível enxergar oportunidades variadas para a inciativa privada investir em Minas Gerais. “Esse tipo de postura perante o governo federal vem sendo defendida pela CBIC há um tempo, sobretudo em relação a obras paralisadas. Queremos fazer um tipo de modelagem que possa explorar equipamentos públicos, que vai muito ao encontro do que o governo de Minas prega e a CBIC está à disposição para ajudar”.

Já o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), Geraldo Jardim Linhares, pontuou que o diálogo entre o setor produtivo e governo acerca de temas de interesse da construção civil e do mercado imobiliário é fundamental. “O governador Zema sempre dialogou com nosso setor, não à toa colocou a construção como atividade essencial durante a pandemia, o que refletiu positivamente. Tanto que a construção teve um desempenho nos meses de maio, junho e julho superior ao ano passado”, destacou.

Quintas da CBIC

Com realização semanal, sempre às quintas-feiras, e participação de palestrantes de alto nível, as transmissões integram as ações da nova gestão da CBIC e contarão com temas das áreas de infraestrutura, imobiliária e trabalhista, com previsões de debates sobre FGTS, saneamento, entre outros.

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