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30/01/2020

Presidente da Captalys contará porque aposta na revolução do crédito

Apresentar formas inovadoras de crédito imobiliário por meio da tecnologia digital para conexão entre investidor e tomador. É sobre essa temática que Margot Greenman, presidente e cofundadora da Captalys, maior empresa de tecnologia e gerenciamento de crédito privado do Brasil, vai tratar no debate ‘Crédito Imobiliário: juros baixos, mais negócios?’, que será promovido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), no dia 17 de fevereiro, em São Paulo.

As inscrições são gratuitas. Faça já a sua!

Com a Captalys, Margot Greenman desenvolve desde 2010 uma plataforma que concede financiamentos de acordo com necessidades setoriais específicas, tais como negócios sazonais. Em vez dos boletos mensais, os tomadores oferecem como pagamento, por exemplo, um percentual da receita futura. As operações não são feitas de forma direta, mas envolvem parceiros que conhecem mais diretamente a realidade de cada setor. A Captalys, que atua da estruturação de fundos de recebíveis e gere ativos que somam R$ 2,5 bilhões.

A CBIC conversou com Margot, que adiantou algumas novidades que podem facilitar o acesso ao crédito imobiliário em 2020.

Confira a entrevista:

CBIC: Quais são expectativas de crédito para 2020? Como o mercado imobiliário pode se inserir melhor para receber esse empréstimo?

Margot Greenman: O mercado imobiliário encontra-se, de maneira geral, em um momento de retomada e de boas expectativas. Em 2019, o valor concedido em empréstimos do SBPE e o FGTS chegou a R$ 122,4 bilhões de janeiro a novembro. Apesar de representar um aumento de 13,4% na comparação com o mesmo período de 2018, é preciso lembrar que o total concedido em 2014 foi de R$ 155,2 bilhões. Assim, ainda há um enorme espaço para crescimento e o mercado está, de maneira geral, bastante otimista. Acreditamos que parte desse crescimento se dará por meio de novos instrumentos de financiamento, não necessariamente atrelados a fontes tradicionais, como FGTS e poupança.

CBIC: Existe alguma ferramenta nova que facilite esse acesso?

MG: Com a taxa de juros em baixa, modelos alternativos de crédito e funding certamente surgirão. Já estamos vendo financiamento imobiliário competitivo vindo de fontes não-bancárias, como a Credihome, um start-up voltando para este segmento. Também esperamos ver operações estruturadas mais sofisticadas e com prazos maiores. Um caso interessante nosso foi para o financiamento de um projeto de unidades residenciais que foram desenvolvidas especificamente para locação, similar a projetos deste tipo que vemos em outras cidades grandes mundiais. Este tipo de projeto tem grandes investimentos iniciais e receitas recorrentes, que são baixas quando comparadas com a venda das unidades, que só ocorrem após a entrega da obra. Neste caso, estruturamos um CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários) de 12 anos – bem mais longo do que a média de mercado – com lastro nos aluguéis futuros.

CBIC: Qual a vantagem da desintermediação do crédito corporativo no mercado de capitais?

MG: A desintermediação tende a permitir, sobretudo, a adequação de modelos de financiamento ao modelo de negócios e ao fluxo de caixa de cada tipo de empreendimento. Essa é uma das principais vantagens. Além disso, falando de mercado imobiliário, as pequenas incorporadoras tendem a ter maior dificuldade de acesso a crédito, seja do ponto de vista das garantias oferecidas, seja no que diz respeito às próprias condições do crédito, que tornam os negócios desses empreendedores menos competitivos. A desintermediação permite modelos mais adequados a cada tipo de empreendimento. Imagine, por exemplo, o mercado de loteamentos, no qual predominam as pequenas empresas e em que há um enorme custo inicial com instalação de infraestrutura e regularização da área, com um fluxo de recebimento de longo prazo. Nesse caso, é possível, por exemplo, trabalhar para desenhar soluções via o mercado de capitais para financiar a obra com base na carteira de vendas de lotes realizados. A Captalys, por exemplo, oferece um produto específico via o mercado de capitais que financia a obra de loteamentos, mas não requer a emissão de um CRI, devido aos seus custos fixos elevados que são mais pesados para financiamentos menores.

Programação

Também vão participar do módulo ‘Opções para fundings’:

  • Silvio Bezerra, presidente da Ecocil Incorporações;
  • Carlos Ferrari, sócio fundador do Negrão Ferrari Advogados;
  • Guilherme Araújo, diretor do UBS Investment Bank;
  • Heverton Peixoto, presidente da Wiz Soluções;
  • José Carlos Martins, presidente da CBIC (como mediador).

Além do módulo ‘Opções para fundings’, outro debate compõe a programação do dia 17 de fevereiro:

Panorama Nacional – Como os bancos estão se preparando para atuar no ambiente de juros baixos

  • Cristiane Magalhães Teixeira Portella – Presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip);
  • Gustavo Alejo Viviani – Diretor de Crédito e Recuperação do Banco Santander;
  • Pedro Guimarães – Presidente da Caixa Econômica Federal;
  • Otávio Ribeiro Damaso – Diretor de Regulação do Banco Central do Brasil;
  • Moderador: Celso Petrucci – Vice-presidente da Indústria Imobiliária (CBIC).

A realização do evento faz parte do projeto ‘Melhorias para o Mercado Imobiliário’, realizado pela CBIC com a correalização do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).

 

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