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16/11/2021

Engenharia é forte aliada na geração de energia renovável no Brasil

A engenharia e a construção estão intrinsicamente ligadas à geração e distribuição de energia, seja na busca de soluções, na elaboração dos projetos, na implantação das unidades geradoras, seja na transmissão e distribuição para as regiões consumidoras. A modalidade de geração renovável certamente trará para o setor da construção oportunidades e, ao mesmo tempo, desafios e responsabilidades.

Dando continuidade à sua Campanha de Valorização da Engenharia, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) reforça que a construção civil é a responsável pela construção dos parques solares, eólicos e de usinas hidrelétricas no país.

Além dessas construções, as gerações renováveis em empreendimentos residenciais e industriais também são caminhos interessantes e a engenharia poderá dar sua contribuição para a energia renovável em suas duas vertentes. Seja ela energia renovável distribuída (telhado solar das casas e dos empreendimentos) ou centralizada (parques eólicos, feitos até pelas próprias concessionárias). Assim como já tem parcela significativa na geração de energia, através das Usinas Hidrelétricas (UHE’s). O que ocorre é que boa parte construída para operar no regime “fio d’água”, ou seja, com baixo volume de reservatórios e isso diante de um período prolongado de estiagem como o que vivemos em 2021, reduz drasticamente a capacidade de geração destas UHEs.

“Conseguimos uma evolução muito boa no sistema de transmissão, mas entendo que para dar conta das demandas futuras temos que viabilizar o aproveitamento do potencial hídricos para geração de energia, além, evidentemente, de buscar gerações alternativas com Aelocias, Solar ou fotovoltaica e Termoelétricas movidas a gás”, salienta o presidente da Comissão de Obras Industriais e Corporativas (COIC) da CBIC, Ilso José de Oliveira.

Barreiras para a utilização de energias renováveis

A utilização de energias renováveis solar e eólica ainda enfrentam algumas barreiras no Brasil. Dentre elas, as ligadas à burocracia para concessão das licenças e à falta de uma segurança jurídica, que deixe os investidores seguros, já que investimentos em geração de energia são de retornos a longo prazo.

Outra barreira, segundo o presidente da Comissão de Meio Ambiente (CMA) da CBIC, Nilson Sarti, é o da legislação. “A expectativa é que isso mude com o Marco Legal da Geração Distribuída, aprovado em agosto deste ano”, diz, ao também apontar a questão dos custos dos painéis, que são importados.

Na avaliação do conselheiro do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), Daniel Sobrinho, outra barreira é a taxação da energia injetada na rede, que a Aneel chegou a propor um valor próximo de 60%. Para ele, no entanto isso deve ser parcialmente contornado, em breve, com a aprovação do PL 5829/2019 no Senado Federal. O PL foi aprovado com 99% de votos na Câmara dos Deputados e a previsão é de que também seja no Senado e após siga para a sanção presidencial.

“O PL garante as regras atuais para quem já utiliza energias renováveis e até um ano depois da promulgação da lei, além de que uma possível taxação não ficará a cargo apenas da Aneel e sim de um fórum composto também pelo Ministério das Minas e Energia e associações como Absolar, ABDG, entre outras. Nessa nova avaliação serão considerados as questões ambientais, o que será muito importante”, menciona.

“Vencidos esses principais problemas, temos tudo para evoluirmos para um sistema com grande capacidade de geração, tecnicamente seguro e ambientalmente conforme”, avalia o presidente da COIC/CBIC.

Crise energética

Apesar de o Brasil investir, há algum tempo, na construção de parques e usinas de produção de energia renovável, o país tem enfrentado uma crise energética em todo o seu território.

“A energia renovável representa 1% da matriz energética, tem um espaço muito grande para crescer e a demanda é muito forte”, destaca Sarti, lembrando que como o custo da energia é alto, está todo mundo se movimentando e criando uma alternativa renovável, inclusive em áreas com demanda efetiva. Além disso, há um movimento mundial paralelo na questão do armazenamento da energia para fazer o contraponto da energia renovável, quer seja eólica ou solar”, diz. 

“Com toda certeza, a solução da crise energética passará pelo uso das energias renováveis, que provocam muito pouco impacto ambiental, além de que o preço vem caindo muito nos leilões de energia”, menciona o conselheiro Daniel Sobrinho.

Para Sarti, o melhor caminho para estimular a energia renovável é abrir linha de financiamento, tentar reduzir custo da tributação de componentes da matriz de custo dessas energias.

“Há muito espaço para a utilização de fontes de energia. Estamos apenas começando na parte dos empreendimentos residenciais. Além disso, há múltiplas formas de utilizar isso dentro do próprio empreendimento ou em fazendas solares, que faz a transferência de energia para o empreendimento. Dentro da indústria, esse caminho também vem criando um espaço muito forte, até pelo compromisso de redução de emissão de carbono, dentro do seu próprio processo produtivo, conforme esforço verificado na COP 26”, frisa Sarti.

Linguagem do clima

Na avaliação do presidente da CMA/CBIC, o mercado financeiro, as empresas e a indústrias têm que começar a entender a linguagem do clima para saber qual o impacto de suas ações, se o processo produtivo interfere no clima e como neutralizar esses impactos. “Esse será o caminho para você ter acesso a fontes de financiamento e as indústrias já estão entrando forte nisso”, disse.

Para Daniel Sobrinho, há espaço para o uso das energias renováveis em todos os segmentos. Nas grandes indústrias também, embora o tempo de retorno do investimento seja mais elevado que nos segmentos residenciais e comerciais, devido à tarifa de energia ser mais baixa. “Os benefícios para todos os segmentos são a autossuficiência de energia, evitando racionamentos”.

Sarti ressalta que um dos componentes importantes para vender o empreendimento é o custo do condomínio, água e energia. Segundo ele, os empreendimentos do Casa Verde e Amarela já estão utilizando energias renováveis para reduzir o custo do condomínio e da própria energia do apartamento. “A energia renovável impacta todos os seguimentos da indústria da construção, não só para uso próprio, mas também para serem inseridas no mercado imobiliário que irá inclusive, na nossa avaliação, impactar a venda de imóveis”.

A CBIC assinou protocolo com o IFC – Banco Mundial na divulgação do Edge e caminha para o carbono zero na operação do edifício.

O tema Valorização da Engenharia tem interface com o projeto “Fortalecimento das Empresas de Obras Industriais e Corporativas da Comissão de Obras Industriais (Coic) da CBIC, com a correalização do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai Nacional).

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