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20/06/2012

Empresa curitibana é modelo de construção sustentável impulsionada no Rio + 20

"Cbic"
20/06/2012 :: Edição 342

 

Bem Paraná/BR 20/06/2012
 

Empresa curitibana é modelo de construção sustentável impulsionada no Rio + 20

Casa verde com o mínimo de impacto ambiental e industrializada já é realidade no Paraná  

Um dos pilares da Conferência Rio + 20 que acontece até o dia 22 de junho no Rio de Janeiro é a economia verde e, dentro dela, discussões acerca de uma das indústrias mais poluentes do mundo, a construção civil, tentam encontrar soluções sustentáveis para esse problema. Diminuição nas emissões de CO², redução de resíduos, industrialização da construção civil e solução sustentável para os centros urbanos que recebem dois milhões de pessoas por semana no mundo, foram pontos discutidos no ultimo domingo, dia 17, durante o painel Construção Sustentável – o desafio de pensar o futuro das cidades, promovido pela CBIC (Câmara Brasileira da Indústria e Construção). 
 
Durante o painel de construção sustentável do Rio +20 foi proposto pela CBIC e assinado pela CBCS, CICA (Confederation of International Conbtractor’s Association), FIC (Federación Interamericana de la Indústria de La Construcción) e CEBDS (Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável) um Grupo de Trabalho coordenado pela UNEP e orientado pela ONU. Esse grupo tem o objetivo de elaborar conceitos, indicadores e metas para o setor da construção que irão contribuir para o processo de implementação das Metas de desenvolvimento Sustentável (MDS).  O setor consome de 15% a 50% dos recursos naturais extraídos do planeta.
 
“A construção civil é responsável por mais de 2/3 do PIB. O setor tem que estar nas discussões sobre desenvolvimento sustentável. A maior oportunidade de reduzir gastos e melhorar a vida das pessoas está na construção civil. Estima-se que US$ 1 trilhão e 600 bilhões por ano podem ser reduzidos, é igual a seis vezes a dívida da Grécia”, destacou Marcelo Takaoka, presidente do CBCS.
 
Enquanto todas essas questões são discutidas em âmbito mundial, aqui no Paraná a Tecverde, empresa curitibana especialista em construção sustentável no país e premiada internacionalmente, já quebra esses paradigmas apontados no Rio + 20 desde 2010. As necessidades apresentadas no painel já são sanadas no modelo inédito de construção implantado pela empresa paranaense, que utiliza a tecnologia woodframe trazida da Alemanha ao Brasil e tropicalizada para atender à realidade brasileira. Essa iniciativa inovadora teve apoio técnico do Ministério da Economia de Baden Wurttemberg, e aqui no país apoio da FIEP, SENAI, CBIC e outras 34 empresas. Ganhou no último mês o prêmio Internacional Hermès de l’Innovation 2012, na França. 
 
A CASA VERDE INDUSTRIALIZADA – Com o conceito de casa verde, as casas construídas com a tecnologia woodframe são industrializadas, o que garante uma construção moderna, entregue dentro do prazo e com o mínimo de impacto ambiental. Em números verdes, as casas Tecverde são produzidas em um prazo até seis vezes menor que o processo de construção tradicional e ainda reduz os desperdícios em até 85% e as emissões de CO2 em até 80%. Além disso, os benefícios para o meio ambiente e para o bolso continuam depois da obra entregue, gera economia de 20 a 25% devido ao sistema térmico-acústico que oferece eficiência térmica duas vezes superior a uma casa convencional.
 
Isso acontece porque todas as paredes, lajes e cobertura podem ser produzidas em fábrica, com controle industrial de produção e de forma customizada a cada projeto. As paredes são formadas por materiais com altíssima tecnologia e garantia de durabilidade e qualidade. Dentro da parede fica a estrutura em madeira certificada e autoclavada para proteção total contra cupim e umidade. Esta estrutura recebe o preenchimento com isolamento térmico e acústico, com lã de garrafa PET. Em ambas as faces são fixadas chapas estruturais de OSB, que recebem então o acabamento. 
 
Segundo Georgea Grace, a assessora técnica da CBIC, uma das instituições que apoiaram a Tecverde a implantar o woodframe no Brasil, a industrialização do canteiro de obras é fator definitivo para que o setor conquiste a sustentabilidade em termos ambientais, bem como para conseguir atender à demanda de mercado. Em entrevista sobre Rio +20 para o blog Massa Cinzenta, a especialista afirma que não há mais como inovar sem atender os critérios de sustentabilidade e a industrialização é um caminho para alcançar esses objetivos.
 
Além de benefícios para o meio ambiente, a tecnologia woodframe otimiza a utilização de mão-de-obra, exigindo profissionais qualificados e com melhor qualidade de vida no ambiente de trabalho. “Reduzimos em cinco vezes a quantidade de mão de obra necessária se comparado com o método tradicional da construção civil. Em época de escassez de profissionais, é estratégico”, comenta Caio Bonatto, diretor geral da Tecverde.
 
INOVAÇÃO PREMIADA: HERMÈS DE L’INNOVATION 2012
 
Por trazer solução sustentável à construção civil brasileira e quebrar paradigmas tão enraizados nesse setor, a Tecverde recebeu em maio deste ano na França o prêmio internacional Hermès de l’Innovation 2012, concedido com o apoio do Instituto Europeu de Inovação e Estratégias Criativas e do Clube de Paris de Diretores de Inovação. O Instituto foi criado por Marc Giget, considerado um dos maiores especialistas em inovação do mundo.
 
A premiação da Tecverde foi um reconhecimento por sua inovação em habitação e relação do homem com a natureza. O prêmio foi criado em 2003, como reconhecimento a empresas ou organizações que desenvolvem produtos e serviços que beneficiam as pessoas e a sociedade.
 
Durante a premiação os franceses fizeram um paralelo entre o mercado brasileiro e o deles. “Segundo eles, a Alemanha e a Inglaterra se desenvolveram muito em tecnologia verde e em woodframe, mas na França pararam de inovar por conta de barreiras de mercado e culturais. Eles acharam surpreendente a Tecverde ter conseguido quebrar estas barreiras no Brasil e propuseram a criação de um canal de comunicação para troca de experiências neste sentido", avalia Caio Bonatto.

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