Caderno Setorial “Construção Sustentável: A mudança em curso” é lançado durante o CNI Sustentabilidade 2017

CNI Sustentabilidade 2017. Protagonismo nos negócios sustentáveis. Lançamento do documento Gestão Corporativa da Sustentabilidade: Uma nova perspectiva. Brasília (DF) 04.10.2017 - Foto: José Paulo Lacerda *** Local Caption *** CNI Sustentabilidade 2017
Texto: Assessoria de Comunicação da CNI

Representada pelos representantes do Sinduscon-SP e Sinduscon-DF, Lílian Sarrouf e Luciano Alencar, respectivamente, a CBIC lançou, em parceria com a CNI, durante o evento CNI Sustentabilidade o Caderno Setorial “Construção Sustentável: A mudança em curso”. O estudo aborda temas como a gestão municipal fragmentada, o uso de recursos públicos de forma ineficiente e a infraestrutura urbana deficiente, alguns dos principais desafios para a difusão das cidades inteligentes no Brasil. Com o objetivo de atuação, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), em parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi), desenvolve a iniciativa O Futuro da Minha Cidade, que propõe um modelo de trabalho entre representantes do governo e líderes comunitários de 20 municípios para planejarem o futuro das cidades, levando em consideração aspectos de sustentabilidade.

Essa é uma prática relatada no estudo Construção sustentável: A mudança em curso, que integra a série de 16 publicações setoriais apresentadas na sexta edição do CNI Sustentabilidade. De acordo com o setor, as cidades inteligentes trarão estímulo para que a indústria da construção inove e produza de forma mais eficiente, com menor impacto ambiental e gerando melhoria na saúde e bem-estar da população. Para se ter uma ideia, o setor da construção é o maior consumidor de recursos e de matérias-primas, absorvendo 50% da produção global de aço e, a cada ano, 3 bilhões de toneladas de matérias-primas são usadas para fabricar produtos de construção em todo o mundo. Além disso, 40% a 60% do volume de resíduos em centros urbanos maiores que 500 mil habitantes são oriundos de processos produtivos.

Para se preparar para um futuro mais sustentável, a indústria da construção mapeou os principais desafios que precisam ser superados no curto prazo, como a melhoria das condições de trabalho e a qualificação dos profissionais do segmento, a redução nos índices de informalidade, que está em torno de 77%, e o aumento da produtividade pela inovação, buscando consolidar a qualidade, o desempenho e a sustentabilidade em processos e produtos.  Estimativas globais apontam que o aumento da produtividade de 1% no setor gera economia de US$ 100 bilhões por ano e reduz drasticamente os impactos ambientais.

AVANÇOS – Entre os principais avanços do setor no Brasil, está na gestão de resíduos em canteiros de obras por meio de treinamentos para a correta destinação dos materiais. Além da redução de desperdícios, que contribui para reduzir custos com destinação, a preocupação com a gestão de resíduos se reflete em obras mais organizadas, melhoria da limpeza e na queda no número de acidentes. No entanto, a maior parcela dos resíduos do setor em centros urbanos – cerca de 70% – tem origem em reformas e autoconstrução. Para isso, o setor defende que sejam realizadas gestão integrada do governo municipal com a iniciativa privada e a sociedade.

A cadeia produtiva da construção também tem buscado alternativas para o reaproveitamento e reciclagem de resíduos, como o uso de agregado de concreto em obras de pavimentação. Isso desperta o interesse do setor privado em instalar unidades de reciclagem de resíduos. “Ainda é necessário, todavia, maior empenho na busca de soluções para outros tipos de resíduos para atender à logística reversa”, destaca o estudo.

O setor também vem aderindo, cada vez mais, as certificações e ferramentas que oferecem informações sobre o desempenho ambiental, entre as quais está a avaliação do ciclo de vida (ACV), que analisa impactos ambientais ao longo do ciclo de vida de materiais e produtos. Além disso, vem buscando contemplar no projeto e desenvolvimento de obras aspectos para melhorar a eficiência energética e o uso racional de água.

DESAFIOS – Mesmo com os avanços, a indústria da construção apresenta desafios para contribuir ainda mais com o desenvolvimento sustentável. Estudo realizado pelo Fórum Econômico Mundial em 2016 apontou os principais desafios em seis áreas fundamentais: entrega de projetos no prazo e dentro do orçamento; redução de custos do ciclo de vida das construções e reutilização de materiais; neutralização de carbono e redução do desperdício durante a construção; criação de infraestrutura e habitação de alta qualidade e acessíveis; construção de infraestrutura e edifícios resistentes às mudanças climáticas e desastres naturais; e a criação de infraestruturas e edifícios que melhoram o bem-estar dos usuários.

Para apoiar o setor em relação a essas tendências, a CBIC desenvolve 20 projetos prioritários nas áreas de meio ambiente e sustentabilidade, mercado imobiliário e infraestrutura urbana, inovação e tecnologia, infraestrutura, responsabilidade social e segurança e saúde no trabalho. Na área ambiental, as iniciativas são voltadas, principalmente, à disseminação de boas práticas em gestão de recursos hídricos e de uso de energias renováveis. Além disso, a CBIC (www.cbic.org.br) disponibiliza em seu site publicações relacionadas aos temas prioritários para deixar empresas do setor antenadas com as tendências.

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