Seminário esclarece para empresários da construção civil e autoridades mudanças no Sinapi

O Sindicato da Indústria Construção Civil (Sinduscon-RN) e a Federação das Indústrias (FIERN) realizaram nesta quinta-feira, 19, no CTGÁS, em Natal, seminário técnico sobre a Revisão do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (SINAPI), uma iniciativa da Comissão de Infraestrutura (COP) da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) em parceria com o Senai Nacional.

Aberto pelo presidente do Sinduscon-RN, Arnaldo Gaspar Júnior, o evento contou com participação do engenheiro e consultor da CBIC, Geraldo de Paula Eduardo, do gerente executivo do Sinapi na Caixa Econômica Federal, Mauro Fernando Martins e do vice-presidente de obras públicas do Sinduscon, Marcus Aguiar. Estiveram presentes dirigentes e representantes do TCE, MP-RN, TCU, UFRN, IFRN, UNIFACEX, Secretarias Estaduais, Secretarias Municipais, DNIT, CAERN, CAIXA e CBTU, empresários e gestores de empresas de construção civil do Estado.

Após as exposições de Geraldo de Paula e Mauro Fernando foi formada uma mesa redonda, que contou com participação de Arnaldo Gaspar Júnior e Marcus Aguiar, que debateu com a plateia questões relacionadas ao Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil.

Arnaldo Gaspar Júnior disse que o Sinapi, no princípio, era uma caixa preta, mas graças ao trabalho da CBIC ocorreram avanços significativos, as composições foram abertas e passaram a refletir os custos e insumos da construção civil. Ele criticou as exigências exorbitantes dos órgãos de controle, que estão levando a engenharia brasileira à perda de competitividade. “O TCU e a AGU têm de auditar a qualidade da obra e não o método construtivo”.

O gerente executivo do Sinapi na CEF, Mauro Fernando Martins, disse que o seminário é uma oportunidade para a cadeia produtiva da construção civil conhecer um pouco mais sobre a apropriação adequada do Sinapi nos orçamentos desenvolvidos não só pelas construtoras, mas também por um público mais amplo, que vai de empresas públicas a auditores, que trabalham nos órgãos de controle, para que todos tenham a mesma base de informações e ao elaborar ou analisar esses orçamentos compreendam o que é uma referência.

Geraldo de Paula explicou que desde 2009 a CBIC trabalha na revisão do Sinapi. “Naquela época, o Sistema não era divulgado abertamente, as composições, a agente apelidava de caixa preta. Não havia como checar orçamento, como se chegavam aos números”, disse. Segundo ele, quando foi criado, o Sistema era uma junção de diversos sistemas, uma colcha de retalhos. “Hoje é completamente diferente do que era no início”.

O Consultor disse que a CBIC se reúne periodicamente com a Caixa e discute cada passo que o Sinapi vem dando e que agora chegou ao ponto mais importante, que é divulgar e esclarecer tudo sobre o Sistema junto ao público-alvo. “O Sinapi está ficando completo, claro, transparente, confiável, é um sistema muito honesto porque ele mostra aquilo que considera e aquilo que não considera, alertando o orçamentista para os cuidados que ele tem de tomar”, explica Geraldo de Paula.
Mas, para o consultor, não adiantará de nada todo esse trabalho se o mercado não conhecer em profundidade o Sistema. “O que nós estamos fazendo agora é reunir em todos os estados os orçamentistas, dirigentes das empresas privadas e públicas e os empresários, para tomarem conhecimento do que está acontecendo com o Sinapi e o que eles têm de fazer para lidar bem com o Sistema, para aproveitar bem todas as suas qualidades”.

Compartilhe!
X