Minascon 2017 movimenta Uberlândia e mostra pujança na indústria da construção

O 14º Minascon, realizado pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), em parceria com a Fiemg Regional Vale do Paranaíba e os sindicatos da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), da Indústria da Construção Civil do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba (Sinduscon-TAP) e da Construção Pesada no Estado de Minas Gerais (Sicepot-MG), foi aberto em cerimônia realizada no dia 11/09, no Center Convention de Uberlândia, no Triângulo Mineiro. Em um evento com a presença de autoridades estaduais e locais, os empresários da cadeia produtiva da construção civil e pesada em Minas Gerais debateram sobre os cenários político e econômico do Brasil. “O Brasil vive uma revolução silenciosa e nossas empresas precisam estar preparadas”, afirmou José Carlos Martins, presidente da CBIC, em pronunciamento na abertura do evento.

Para uma plateia qualificada, ele afirmou que a construção será o carro-chefe no processo de recuperação da economia brasileira. O presidente da CBIC avaliou que 2018 será um ano mais positivo para o setor, com desempenho alavancado pelo mercado imobiliário e projetos de infraestrutura. “É o momento de abrir novos mercados. As empresas brasileiras passam por momento de fragilidade, mas precisam preparar-se para o futuro”. É a primeira vez que o Minascon acontece fora da capital mineira, em um esforço de descentralização do evento, para a promoção de negócios em todo o estado de Minas Gerais. O presidente da Fiemg, Olavo Machado Junior, destacou a relevância desse novo modelo para o evento. “Uberlândia é a melhor escolha para dar início a essa fase, pela vocação natural ao empreendedorismo e inovação. É terra de ousadia e as grandes empresas nascidas na região são provas concretas e históricas disso”, acrescentou.

O presidente do Sinduscon-TAP, Pedro Spina, destacou os grandes números desta edição do Minascon. São 80 estandes de empresas da cadeia produtiva da construção, uma mostra de máquinas pesadas para o setor, dois concursos – A Ponte e de de TCCs, com participação maciça de estudantes das universidades e escolas do estado –, a presença da Escola Móvel Sesi-MG Senai-MG e de uma unidade móvel do Senai-MG, além de uma diversificada programação técnica. “O Minascon é uma referência e uma vitrine para as empresas da região. Geraremos negócios e fomentaremos ainda mais os segmentos da construção mineira”, afirmou. A criação de novas oportunidades de negócios foi lembrada pelo presidente da Câmara da Indústria da Construção da Fiemg, Luiz Fernando Pires. “Criamos mercado para as empresas mineiras, em um evento que cobre todas as etapas produtivas, da concepção de projetos à entrega do produto final, passando pelas universidades e especialistas”, destacou.

Convênios e protocolo de intenções
Durante a solenidade de abertura do 14° Minascon, o Sistema Fiemg e o Plano de Amparo Social Imediato (PASI) assinaram um acordo “guarda-chuva”, para que os sindicatos da indústria mineira possam contar com o produto da empresa – seguro personalizado para atendimento às convenções coletivas de trabalho. “Tenho certeza, será um diferencial para a indústria mineira e para as nossas entidades de classe empresariais, que oferecerão um produto importante para o empresariado”, pontuou Machado Junior.

O Sistema Fiemg assinou ainda um Protocolo de Intenções com a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig) e o Sinduscon-MG. O termo estabelece que os três estabelecerão cooperação institucional para o desenvolvimento de projetos como o “Álvara na Hora”, o “Banco de Terras”, o “Sistema de Gerenciamento online de licenciamento ambiental” e a construção de indicadores de desempenho institucional. Os esforços são para a melhoria do ambiente de negócios no setor da construção civil e pesada em Minas Gerais.

A abertura do Minascon 2017 contou com palestra do economista Cláudio Frischtak. Ele traçou um panorama para os próximos dois anos no Brasil, destacando aspectos positivos, pontos de atenção e oportunidades de desenvolvimento. “O cenário que prevemos é de crescimento para este ano e para 2018, com aposta de desinflação, aumento real de renda da população e redução sustentável dos juros”, afirmou. Em 2017, aposta em crescimento do PIB brasileiro em 1% e para os 12 meses seguintes, 3%.

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