Produtividade e inovação pautam agenda da construção civil, no Brasil e na América do Sul

Entidades setoriais do continente estarão reunidas em Brasília para discutir a conjuntura

A Federação Interamericana da Indústria da Construção (FIIC) vai debater, durante encontro em Brasília, os avanços e os desafios do setor, analisando o atual cenário e o futuro das pelas construtoras e incorporadoras no continente, onde a grande maioria do setor é composto por micro, pequenas e médias empresas. No ano em que comemora 60 anos desde sua fundação, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), uma das 18 filiadas à Federação, será anfitriã da LXXVI (Septuagésima sexta) Reunião do Conselho Diretivo da FIIC, que será realizada nos dias 21, 22 e 23 de maio, no Unique Palace, na capital federal.

“É uma agenda muito exaustiva em que tratamos com profundidade os temas mais importantes da nossa indústria e se definem as ações a serem seguidas pela nossa organização”, afirma o presidente da FIIC, Ricardo Platt. “Essa reunião acontece em um momento importante para o Brasil, em que a recuperação da crise mobiliza todos os setores. Produtividade e inovação são vetores decisivos nesse momento”, diz o presidente da CBIC, José Carlos Martins. Um dos temas mais relevantes é o aumento da produtividade e a inovação. Nesse contexto, se destaca a tecnologia Building Information Modeling, mais conhecida como BIM, que reduz os custos, o tempo de obra, facilita a identificação de problemas e serve como ferramenta de combate à corrupção.

Esse modelo vem se consolidando no mercado e substituindo o programa de desenho AutoCad, aquele que marcou o fim da era de projetos a mão. “Se uma empresa não inovar, fica atrasada em relação à concorrência e perde a sua capacidade de negócios ou diminui a sua relevância”, observa Platt. Na América Latina, o Chile é o país mais avançado em relação ao BIM. No Brasil, a CBIC trabalha para firmar um cronograma com o governo federal para a implementação desse conjunto de políticas, processos e tecnologias nas obras envolvendo o setor público.

A FIIC reúne as câmaras nacionais do setor de 18 países: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Uruguai e Venezuela. Estão confirmadas as presenças de delegações de 19 países, trazendo ao Brasil cerca de 60 dirigentes e empresários do setor.

PPPs PARA ALAVANCAR INVESTIMENTOS – Também serão discutidos assuntos relacionados a construções sustentáveis, desenvolvimento urbano e habitação, infraestrutura, ações anticorrupção e responsabilidade social empresarial. A divisão desses debates segue a estrutura da Federação, formada por cinco comissões, além da Rede Latinoamericana de Centros de Inovação Tecnológica (Inconet).

A comissão de infraestrutura é interessada, por exemplo, nas boas práticas mundiais para aproveitar experiências no continente. O grupo, além de manter contato com a União de Nações Sul-Americanas (Unasul) para firmar acordos, discute as parcerias público-privadas como meio de financiamento da infraestrutura e políticas contra recessão, etc. “Essa é uma agenda importante também no Brasil, onde temos defendido a participação de um número maior de empresas nos projetos de infraestrutura, assim como maior participação privada em concessões e PPPs”, diz o presidente da CBIC.

“Na área de construção sustentável, cuja comissão é presidida pela CBIC, um dos temas será a difusão do trabalho conjunto da FIIC com o Banco Mundial, envolvendo redes de contato entre especialistas, atores públicos e privados para a troca de conhecimentos, e também a divulgação de um certificado dado a quem implementar medidas para reduzir o uso de energia e águas nos edifícios”, diz o secretário-executivo da FIIC, Alberto Ávila. Ele também destaca que, há cerca de três anos, o Chile criou um seguro de saúde para trabalhadores da construção civil do país em que, com apenas US$ 1 por mês, eles podem tratar doenças terminais, como leucemia. “Isso é incrível. Socialmente é um êxito”, avalia.

ACOMPANHAMENTO SEMESTRAL – Especialistas dos setores da indústria da construção civil e empresários participação do encontro, que é visto como uma oportunidade de estimular investimentos. O objetivo é que haja discussões técnicas sobre assuntos que interessam aos empresários construtores, inclusive em relação a questões econômicas políticas e sociais do continente e do resto do mundo. Em crescimento nos países latinoamericanos, o setor de construção civil visa atender à demanda com qualidade e com aprimoramento tecnológico – tanto para obras públicas como para investimentos que envolvem o setor privado. Durante o evento, o Banco Mundial irá apresentar ao Conselho o estudo “Reflexões sobre a infraestrutura na América Latina e Caribe e seu financiamento”.

A Federação Interamericana da Indústria da Construção foi fundada em novembro de 1960. O Conselho da FIIC se reúne apenas duas vezes por ano. Em 2017, será em Brasília, em maio, e em Buenos Aires (Argentina), no segundo semestre. Mas as cinco comissões que compõem a Federação se reúnem virtualmente em maior frequência.

Cabe ao Conselho Diretivo, cuja reunião encerra o encontro na capital brasileira, aprovar resoluções que surgiram das conferências setoriais. Assim, as decisões passam a servir como uma diretriz para as câmaras da indústria da construção. Representante do setor da construção em toda a América Latina, a FIIC compõe, em conjunto com entidades internacionais de outras regiões geográficas, um organismo responsável pelo intercâmbio mundial do setor – ela é filiada à Confederação Internacional das Associações de Construção (CICA).

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Setembro, 2017

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